terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

História de Portugal

A história moderna de Portugal começa no século XII quando (com a ajuda de uma variedade de homens das Cruzadas) os cristãos no norte da Península Ibérica finalmente começaram a destronar os Mouros. O novo Portugal estava ansioso para ser reconhecido como verdadeiro país pelo Vaticano, e para esse fim as fronteiras entre Portugal e Espanha foram ratificadas na base do compromisso de Portugal não tentar tirar terras a Espanha. Hoje em dia esta é uma das mais antigas e mais longas fronteiras da Europa.

O Império Português foi o primeiro com proporções ‘globais’, e também o mais duradoiro. Abençoado com exploradores e navegadores como o Infante Dom Henriques, Bartolomeu Dias, Pedro Álvares Cabral e Vasco da Gama, o país enriqueceu rapidamente. Durante este período Portugal tornou-se o país líder nos negócios e teve altos níveis de crescimento que resultaram na excelente arquitectura ‘Manuelina’ (gótico português tardio) incorporando motivos marítimos. Mas o desastroso terramoto de 1755, com os graves danos que causou à capital, arrasou com essa primazia portuguesa e marcou o início do lento declínio da influência e comércio de Portugal.

Apesar do Primeiro Ministro, Sebastião de Melo, mais tarde nomeado Marquês de Pombal, ser o guia da reconstrução de Lisboa seguindo linhas práticas e previdentes, ele nada pôde fazer para impedir a lenta queda do país na pobreza.

E quando, durante as Guerras Peninsulares, a tirania de Napoleão Bonaparte ocupou toda a Europa, Portugal foi onde os Britânicos vieram para tentar batê-lo em terra; desde as linhas defensivas do Duque de Wellington que tomam os seus nomes da cidade de Torres Vedras, o país está cheio de memórias desse conflito.

Os primeiros anos do século XX viram um aumento global de tensão que culminou com a I Guerra Mundial; Portugal alinhou firmemente com os Aliados. Depois, uma sucessão de governos fracos e uma revolução em 1926 permitiram a subida ao poder de António de Oliveira Salazar. Este permaneceu no poder, virtualmente como ditador, de 1932 até 1968.

Durante a II Guerra Mundial Portugal assumiu um estatuto de neutralidade que resultou na transformação de Lisboa num centro de intriga pois as embaixadas e os espiões dos países combatentes desejavam informações, comércio e matérias primas de Portugal.

Apesar das alegadas dificuldades acerca do problema de ouro roubado por Nazis, Portugal tornou-se um dos membros fundadores da NATO, sendo finalmente admitido nas Nações Unidas seis anos mais tarde, em 1955. Durante estes e os próximos 20 anos as políticas coloniais portuguesas, criticadas interna e internacionalmente, resultaram na revolução de 1974. Os tumultos sociais, políticos e económicos continuaram até 1986 quando Portugal se juntou à União Europeia e elegeu um governo civil, marcando o início de uma era mais estável.

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